CATEGORIA : Meio Ambiente
QUEIMADAS, Urbana ou rural, só acaba mal!

22/07/2019 às 16:14:32

Tão certo quanto o frio nesse período de meio do ano no estado de São Paulo são as queimadas. Além da temperatura mais baixa, os meses entre junho e setembro têm como característica baixa umidade, o que contribui para a secagem da vegetação, tornando-as mais vulneráveis a incêndios.

A queimada feita na área urbana é uma prática comum dos moradores das cidades, ela resume em atear fogo no lixo, restos de podas e roçagem, em terrenos e espaços vazio com muito mato. Mesmo sendo nociva ao meio ambiente a saúde e proibida por lei, essa prática continua ano a ano aumentado em algumas cidades do país, e no período de estiagem os focos de queimada acabam aumentando demasiadamente.

Essa prática de queimar detritos sólidos, transformando-os em substâncias gasosas e tóxicas, gera um aumento considerado no atendimento dos postos de saúde e hospitais, onde os principais afetados são crianças e idosos. Os problemas mais comuns são os respiratórios e irritação nos olhos. Porém, muitos outros problemas de saúde, inclusive o estresse, ocorrem por conta do excesso de fumaça no ar.

Além do mais, o meio ambiente é negativamente afetado pelas queimadas, onde a flora e a fauna acabam sendo prejudicados. Para sanar ou pelo menos amenizar as queimadas feitas em áreas urbanas, o Poder Público deve realizar algumas ações preventivas.

Essas ações geram gastos e esses gastos são relativos à quantidade de focos de queimadas identificados. Então, quanto mais pontos queimando existir, mais dinheiro público é aplicado nos programas de prevenção e combate a queimada urbana. Além disso, tem o gasto com o atendimento de saúde, que como citado, cresce demasiadamente na época do estio.

Durante queimadas de capinzal, matagal ou lixão/bota-fora, havendo risco de o fogo atingir construções, instalações, rede elétrica, telefônica, cabos de comunicação ou outro bem, ligue para os Bombeiros (fone 193, a qualquer hora, ligação gratuita, mesmo do orelhão).


 

O QUE NÃO FAZER!

Não jogue lixo, papel, madeiras, sofás, móveis, galhos, folhas, capim, em terrenos, ruas, calçadas ou áreas baldias; faça picadinho, acondicione em sacos, para o lixeiro levar, ou alugue uma caçamba. Vegetais também podem ser enterrados ou cobertos de terra, para fertilizarem o solo. Se você acumular lixo próximo de sua casa, ele poderá retornar para você e sua família, na forma de fumaça tóxica. Não queime nada! Ninguém tem o direito de fabricar e exportar fumaça, para que as demais pessoas tenham que respirar esse tipo de lixo gasoso. Não permita que coloquem fogo nas proximidades de sua casa, de sua família, de seus filhos, já nascidos ou em gestação. Se puder, sem correr riscos, e sem invadir propriedades, apague o fogo.

A fumaça pode até desencadear crises de asma e matar. Crianças e idosos são as maiores vítimas da poluição atmosférica e, com maior intensidade, no inverno. Também, são mais vulneráveis à poluição os doentes ou os pacientes que receberam transplante de órgãos, os quais podem estar bem próximo das queimadas, sem que se saiba. Assim, não faça de conta que a poluição não é com você. Em parte, nós somos aquilo que respiramos.

A queimada urbana é uma fonte de poluição evitável, por isso a educação ambiental é fundamental nessa questão. As pessoas precisam entender que o homem é o único que pode proporcionar a conservação, preservação e o uso sustentável do planeta. Essa é uma medida que devemos praticar e ensinar sempre, porque quando a natureza faz isso, as conseqüências quase sempre são catastróficas.


Medidas Preventivas
Uma medida preventiva que impede a expansão do fogo em queimadas, são os aceiros. Os aceiros são faixas ao longo das cercas onde a vegetação foi completamente eliminada da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando-se assim queimadas ou incêndios.

Devem ser feitos no início do período seco, quando a vegetação começa a secar. É uma maneira eficaz de evitar a entrada de fogo nas invernadas. Recomenda-se que sejam confeccionados ao longo de cercas divisórias com outras fazendas, nas invernadas dentro da própria fazenda e nas divisórias de estradas rodoviárias. “As faixas devem medir entre 2 e 4 metros de largura, ou 2,5 vezes a altura da vegetação”.